Em nome do pai, dos juros e dos lucros, amém!…

Cresce em todo o mundo, o fascínio do homem pelo poder do dinheiro e esta adoração descontrolada invade e exerce domínio absoluto nas fantasias das pessoas, a ponto de ficar despercebido pela maioria delas a influência sofrida pela manipulação imposta por uma minoria que cultiva a inversão plena de valores humanos na preservação de sistemas unilaterais que em massa controlam e se beneficiam da maioria das riquezas rotativas no mercado de consumo, insistindo em uma certa indução psicológica que faz com que as pessoas acreditem que o homem vale pelo que possui, desprezando até, sua essência humana e origem, como se nada mais merecesse sua estima e dedicação, a não ser o dinheiro.

A grande preocupação no mercado capitalista de consumo moderno é o lucro e nada mais, que consequentemente coloca no topo deste cenário o dinheiro, atribuindo ao mesmo a imagem e função de “deus” nesta esfera material, com vasto poder de influência nas pessoas em todos os setores e instituições da sociedade moderna, levando estas pessoas ao absurdo de abrirem mão de lutar pelos seus direitos, conceitos e tradições doutrinárias, por entender que de nada adiantaria tentar validar valores morais e igualitários em uma sociedade capitalista movida pela ganância absoluta que, controlada pela unilateralidade plena, cultiva vícios e sistemas implacáveis na busca pelo dinheiro e pelo sucesso material que escraviza os fortes e, castiga, tortura e humilha os mais fracos.

O lado mais forte desta luta também não passa de um escravo condenado a se afogar na sua própria cobiça, que quanto mais acredita se aproximar do ápice de suas conquistas massacrando e aplicando a sua sentença particular na parte mais fraca, esquece de olhar para dentro de si mesmo e em um determinado momento será abandonado até pelos seus próprios devaneios, pois, este ídolo supremo do mundo capitalista não passa de um formulário frio de papel, que fabricado em série, constitui o símbolo legal máximo de permuta de mercadorias e serviços nas mais variadas operações comerciais entres os cidadãos em todo o mundo capitalista, mas, falta-lhe alma, e se por ventura uma divindade qualquer desse olimpo mesquinho resolvesse uma lhe conceder, uma voz também teria que ser lhe imputada, porém, antes de deferir sua primeira palavra certamente ficaria mudo diante de tanta desgraça articulada pelos seus súditos na busca pela sua conquista.

A cobiça por este artigo supremo do mundo capitalista é muito grande e tende a aumentar, atribuindo ilimitáveis esforços para as pessoas que cada dia se submetem às inimagináveis atitudes no anseio de conquistar ou, a qualquer custo, adquiri-lo, chegando muito comumente a desprezar os bons princípios e padrões éticos e as melhores doutrinas cristãs adquiridas no seu berço familiar e muitas delas, ignoram e passam por cima dos valores morais e humanos básicos e deixam desnudo o caráter, o amor e o respeito às suas próprias consciências, que feridos, padecem aos poucos, envergonhados pela postura indigna e mesquinha de cada cadáver do qual faz parte, possuidores de características e formato humano, mas que traem a sua essência de maneira covarde e fraca, com atitudes desumanas e irracionais na suposta saudável busca desenfreada pelo dinheiro.

O dinheiro é bom e necessário, desde que, usado dentro das quatro linhas na normalidade social e que, na sua busca, o homem não ultrapasse a linha do absurdo, nem adote práticas gananciosas que o levem a se tornar um escravo deste símbolo e deve identificar uma certa sintonia com a sua realidade financeira, moldando seu padrão consumista ao seu saldo real da renda familiar, pois, somente desta maneira, atribuirá harmonia financeira à sua rotina, fato que, certamente resultará em uma vida digna e saudável, que em resumo, repercutirá no aumento da qualidade da mesma, regras essas que, se não seguidas acabariam o expondo com maior frequência aos vícios dos sistemas modernos patrocinados pelo materialismo extremo, que aliena e induz as pessoas acreditarem que a felicidade está ligada diretamente à quantidade de dinheiro que possuem na conta corrente e muitas vezes nem conseguem conscientizar-se de que dinheiro é bom, mas, não é tudo, visto que, quem é dono de muito dinheiro possui todos os problemas daquele que possui pouco dinheiro e ainda, mais um, que seria o medo de perdê-lo e a felicidade pessoal, ao contrário do que se cultiva, não está diretamente ligada à quantidade de dinheiro possuído, mas sim, na maneira de observar e encarar a vida e isso inclui até, valorizar e saber usar o pouco dinheiro que se ganha.

Enquanto tentam matar um leão por dia, no espetáculo incansável da busca pela sobrevivência, as pessoas nem percebem que nos bastidores desta arena, se instala um pequeno grupo que confortavelmente canaliza através de tecnologia monetária moderna, a condução dos interesses próprios, manipulando o poder do fascínio exercido pelas pessoas sobre o dinheiro e nunca derramaram se quer, uma só gota de suor para ganhar um centavo, mas, com as mãos recheadas de cédulas corrompem, compram a tudo e a todos e ajustam condições e situações variadas, distantes dos interesses coletivos, praticando bruxarias diversas em prol do seu interesse próprio.

São tecnocratas escravistas financeiros, que insistem em manter de pai para filho, a ditadura dos coronéis do dinheiro dos séculos passados, responsável pela concentração criminosa de rendas que humilha as famílias mais pobres e ainda, como enormes aspiradores, sugam na sua direção o dinheiro adorado por uma minoria e desprovido pela maioria das pessoas, dinheiro este, que fica armazenado em suntuosos templos financeiros com fachadas de mármore branco, que ao bel prazer, estes, o destinam, da maneira, no momento e na direção que bem querem, beneficiando apenas àqueles que a eles interessam, como se fossem os grandes deuses possuidores e controladores de todo o poder que o dinheiro exerce sobre os seus verdadeiros donos, o povo.

A busca desvairada pelo dinheiro coloca em risco a dignidade humana e por isto, requer uma reavaliação nos nossos conceitos primários, pois, a mesma importância diplomada ao dinheiro por gerar poder e status social, por outro lado, a sua falta causa desgraças e mazelas neste mesmo palco social, transformando-o em pivô central de disputas e consequências drásticas entre as pessoas, sendo assim, o denuncia como responsável pelo céu e ao mesmo tempo pelo inferno na terra, por decorrência de métodos unilaterais e mesquinhos que insistem dificultar a sua melhor distribuição social e por conta disto entendo que um método intermediário internacional deveria ser urgentemente criado em prol de um crescimento unificado de maneira apolítica, com base apenas na capacidade produtiva, no direito ao trabalho e na inteligência humana, em deferimento às ferramentas saudáveis que promulgam reciprocidade de maneira cabal e uma sobrevivência menos dolorosa e com menos dolo social, inspirando desprendimento financeiro nos corações dos controladores dos sistemas unilaterais, em prol da sociedade como um todo, se é que ainda eles não trocaram esta víscera por um chip.

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Uma resposta para Em nome do pai, dos juros e dos lucros, amém!…

  1. Rogério diz:

    Belo texto com msg contundente e forte, como sempre, o autor nos favorece com material literário de grande valia. Parabéns!

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