Um absurdo chamado “juro”

Os juros cobrados pelos bancos nas operações financeiras para o consumidor final é um verdadeiro absurdo, bancos e instituições financeiras em geral, com audácia, desrespeitam os cidadãos, seus clientes, quando com petulância ignoram referência à taxa básica do Copom – Conselho de Política Monetária do Banco Central, a Selic – Sistema Especial de Liquidação e Custódia, para cobrar juros absurdamente abusivos, para captação de lucros completamente fora da realidade e da lógica, uma vez que a distância entre os juros captados e os juros oferecidos ao mercado pelos bancos, comprovam a existência de um “Spread” gigantesco, isto é um lucro bancário, muito além da realidade comercial e industrial brasileira.

Juros moratórios (de mora) são aqueles cobrados em função do atraso no pagamento da obrigação, são limitados a 12% ao ano (1% ao mês) e são cobrados somente após o 30º dia de atraso.

Juros remuneratórios, ou juros de financiamento, são aqueles que o credor (banco) cobra do devedor (cliente consumidor) a título de, como o próprio nome já diz, remuneração pelo tempo em que o empréstimo durar.

As administradoras de cartões de crédito, ao contrário dos bancos e de instituições financeiras, não são tão livres assim no tocante a fixação da taxa de juro que devam utilizar, devido às mesmas não serem reconhecidas pelo Banco Central como instituições financeiras, todavia, existem decisões judiciais as proibindo de aplicarem taxa de juros acima do limite de 12% ao ano.

“ANATOCISMO”   (ana = repetição, tokos = juros)

É a cobrança de juros sobre juros, ou juros capitalizados, – esta prática, proibida até 30/03/00, foi autorizada pela MP 1963-17, porém, somente para instituições financeiras (Situação atual MP-2170).

É necessário que se questione todas as formas e estimativas de risco usadas pelos bancos e instituições financeiras em geral, e a maneira como o dinheiro é oferecido no mercado para o consumo, principalmente para os consumidores mais pobres e indefesos, mesmo porque, propostas de crédito mal analisadas e oferecidas com formato unilateral, induzem os vulneráveis consumidores a contribuir indiretamente com o aumento das taxas de juros.

Na Sociedade há um fator primordial no equilíbrio das relações comerciais e contratos de relações de consumo, é um componente e ao mesmo tempo fator predominante na eliminação da possibilidade de dúvidas e conflitos futuros, evidencia transparência nos negócios e faz brotar os louros da reciprocidade, anula o nulo e invalida as invalidades e torna desnecessário os embargos revisionais, sepulta as ilicitudes e a unilateralidade, rogando-se assim, igualdade e a tranquilidade social.

E para isto apenas bastaria que a parte mais forte em um contrato, adotasse para sempre a “boa fé”, como código de honra nas relações de consumo com seus clientes.

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5 respostas para Um absurdo chamado “juro”

  1. Mabelle diz:

    Quanto deverei pagar para o BB do cheque especial usado no valor de R$ 200,00 desde Setembro/2011 ate Novembro/2016? Obrigada.

  2. ERNANI KOPPER diz:

    Boa Noite – Taíse Bem vamos ao fato de seu Pai ser enganado; A Gerente ira negar o fato, ira argumentar que o senhor seu Pai esta enganado que ela explicou corretamente, nos dias de hoje não podemos acreditar nas falsas promessas. Seu pai deve procurar o PROCON e explicar o fato ocorrido, eles vão dar as instruções para abrir uma ocorrência e vão marcar uma audiência de Conciliação entre ambas as partes. Através desta audiência preliminar no PROCON, vai se identificar se ela é fiel ou vai negar. Posterior o PROCON orienta como proceder.

  3. Taíse diz:

    Olá, queria um auxílio urgente! Meu pai foi ludibriado pela então amiga gerente do Banco Itaú que o fez acreditar que ele tomaria um empréstimo de R$30 mil e pagaria somente R$34. Acontece que ela mostrou na planilha do computador dela que se ele pagasse de forma crescente e decrescente, ou seja são 50 parcelas, mas ele tem que pagar a 1 e a 50, após a 2 e a 49. Meu pai desesperado, nem chegou a ver essa planilha confiando inteiramente nessa amiga, mas quando o contrato chegou pelo e-mail, além de não constar essa forma de pagamento em planilha ainda consta no contrato que o valor da dívida total é de R$105.185,00. Socorro! Nós estamos desesperados, ele foi levado no papo, ludibriado, o que fazemos? Ele não se nega a pagar, ele quer apenas pagar sua dívida dignamente, mas no valor que ela falou que seria, R$34. Detalhe, ele pagou a 1 parcela de R$ 2 mil e a dívida subiu para R$36 mil. Como isso é possível? Me ajuda!!! Alguns dados do contrato: Taxa de juros remuneratórios 5,61% ao mês; 94,27% ao ano.
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    Taise,

    Se o seu pai for enganado e ludibriado no meio da rua o que fariam?…- Neste caso deve ter o mesmo procedimento! – Foi enganado e ludibriado,…passado para traz, …roubado…?!…Chame a polícia!….Vá até a delegacia mais próxima faça um Boletim de Ocorrência e, – com uma cópia do mesmo procure o gerente geral da agência exija solução para o caso. – Se não for atendida, denuncie também este gerente e apresente o caso para apreciação da justiça civil. Boa sorte.

    Marcos Antonyo Lima

  4. Ari S.Neto diz:

    ola, tenho uma duvida cruel eu fiz um emprestimo do banco Itau, de 6,780.00 mil reais, e fizeram 24 prestaçoes de 520,00 reais num total de 12,480.00 reais nossa eu achei um absurdo mais eu estava precisando dai fui obrigado a aceitar.
    mas agora 3 meses depois estou novamente endividado uma verdadeira loucura foi uma avalanche, e vou ter condiçoes de voltar a pagar só daqui uns 7 ou 8 meses entao gostaria de saber preimeiro;se estes juros do emprestimo q cobraram esta correto?
    e tambem se quando eu for renegociar eles irao cobrar muito juros e se sou obrigado a pagar os juros q eles querem.
    seria muito util se vc colocasse o valor q vai ou iria ficar.
    obrigado desde ja abraços fique com Deus.

  5. marcelo diz:

    Eu achei um absurdo os juros que banco feis com migo,eu estava devendo uma prestação do carro,
    35 dias de atraso,o valor da prestação é de 390,eles me cobraram 560.
    eu posso entra com uma judicial.

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