O consumidor é ferrado com ferro em brasa

Nos tempos remotos o escravo era marcado no corpo com a letra inicial do nome de seu dono, símbolo este, cravado com ferro em brasa, enquanto sua vítima gemia de dor amarrado ao tronco do descaso humano, extremamente degradante e enquanto sentia o cheiro de sua pele queimada na fumaça exalada, a maior dor era sentida na sua alma, por não compreender o significado da brutalidade praticada sobre a sua permanente vulnerabilidade e esta triste criatura humana apreciava na própria carne o gosto da arrogância de ditadores facínoras, se deparando com a certeza da continuidade de uma vida futura infernal e sem sentido que o submetia aos ditames de uma tirania minoritária monstruosa que insistia em manter o domínio sobre a capacidade de produção dos mais fracos, com a aplicação de métodos desumanos e criminosos, onde, pessoas eram tratadas como animais ou lixo, por conta dos detritos existentes nas mentes daqueles que se avaliavam superiores e acima de tudo e de todos, capazes das mais infames atitudes, para atender a doente cobiça do seu prazer e sucesso particular, mantendo pessoas sob uma possessão  macabra, através do regime sujo de servidão ampla.

Não diferente nas consequências, nem menos covarde e apenas mais dissimulado, um método equivalente a este, hoje, ainda impera no nosso meio, que com uma nova roupagem e o aval de sistemas que anulam princípios igualitários e a inoperância dos órgãos fiscalizadores, praticam em massa a mesma crueldade predominante nos séculos passados sobre os cidadãos mais fracos, por conta da modernidade e dos sistemas globalizados que hoje alienam injustamente o mundo consumista contemporâneo.

Esta prática viciosa e atroz é cultivada por tecnocratas escravocratas modernos, psicopatas financeiros mascarados, portadores de síndrome da capitalização monetária (SCM), (doença grave que leva seus portadores após a morte, direto para o inferno) e descendentes dos cruéis ditadores do século passado, herdeiros do absolutismo da estupidez plena de coronéis tétricos que intentavam dominar o mundo com o cultivo da desigualdade social, à base da humilhação humana alheia.

>>> Hoje esta petulância gira em torno de uma espécie de ditadura financeira, disfarçada de liberdade concedida ao cidadão para livremente optar pelo direito de poder optar, mas, que, na verdade significa não poder optar, uma vez que não existem opções, quando incondicionalmente e induzido a acreditar que possui e faz jus a uma suposta liberdade, mas que, dentro de um sistema único, de fato, é escravizado, pela também liberdade da livre atuação financeira concedida aos controladores deste aparelho, os bancos, que, sendo a parte mais forte neste cenário, atuam fazendo uso errado e abusivo desta liberdade, centralizando e unificando de maneira cabal e em massa, todas as ferramentas e procederes deste livre-arbítrio para atuar no mercado de consumo visando benefício próprio, determinando ajustes e acomodações que canalizam e direcionam recursos para seu total e absoluto controle, por conta do respeito a uma tendenciosa naturalidade das regras de mercado que teoricamente deveria ajustar reciprocidade ampla sob a via do curso natural do entendimento entre bancos e clientes nas relações de consumo mantidas entre as partes, mas, na prática, unifica os procedimentos sob o controle da parte mais forte, sufocando, de fato, a parte frágil.

Defensores desta tese, inclusive o Banco Central do Brasil e alguns tribunais de justiça não percebem, ou fingem não ver, de que nesta relação de consumo quem dá as cartas são os bancos e isto significa que, somente eles e mais ninguém decide ou opina sobre os rumos a serem tomados, como e quanto ganhar, direcionando todos os lucros e benefícios exclusivamente, em primeiro lugar para eles, em segundo lugar para eles mesmos e em terceiro lugar também para eles apenas e o consumidor frágil e vulnerável, é amordaçado e sufocado e impedido de se manifestar nada pode fazer na sua própria defesa, a não ser aceitar todas as patifarias e roubalheiras impostas pelos bancos, de boca calada e quieto, pois os sistemas e vícios praticados pelos bancos e por quem está à sua volta, que desprezam e desrespeitam o Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor, se unem para interceder contra o cidadão consumidor bancário, de fato que, este sinta-se reprimido e insignificante diante da intimidação cega da inércia e da omissão por parte de autoridades e poderes a quem cabe fiscalizar a manutenção da ordem e da igualdade social.

Além de tudo, o consumidor bancário é obrigado a aceitar um festival de absurdos e abusos aplicados por estes ditadores financeiros, que fazem o que bem querem a todo instante em benefício próprio, sem temer a ética, as leis, ou, os poderes constituídos, e muito menos o cidadão cliente, que como um idiota consumista, um fantoche, um zé mané, ou melhor, um escravo marcado com ferro em brasa e, de fato, como um boi ou cavalo na fazenda, carregando a marca do seu banco a tiracolo, como se este fosse seu dono, já que o consumidor bancário tem dificultado o direito de exercer a autonomia da sua vontade no momento de optar e efetuar a troca de um banco para outro, por exemplo, conforme os seus interesses e vontade, sendo obrigado a permanecer consumindo um serviço rejeitado pelo resto do mundo, muitas vezes escolhido pelo seu empregador, sem ter sido consultado ou respeitado a sua livre preferência, fato que, denuncia o flagrante do grave crime de ferir esta autonomia cidadã, que seria, optar pelo serviço pelo qual paga, fato que não pode ser admitido, pois em uma relação de consumo o consumidor é autoridade e a autonomia da sua vontade é lei e deve ser acatada, pois nesta arena, é este consumidor que patrocina e financia todos os custos, isto é, o consumidor é quem paga a conta e esse motivo já seria fator suficiente para determinar que é ele o único que dentro de uma relação de consumo deveria mandar e dar as ordens.

É criminosa a cláusula contratual que estipula permanência mínima em uma relação de consumo e, em contrapartida à liberdade concedida aos bancos de atuarem como bem querem no mercado, os consumidores não possuem se quer, a possibilidade de optar e uma vez insatisfeitos com um banco, nada podem fazer para migrar para outro e são obrigados, como quem é marcado a ferro quente, a permanecerem consumindo um serviço abusivo que é capaz de prejudicar a saúde física e mental de qualquer ser humano normal, saúde esta, agravada pela adição da arrogância e petulância extrema por parte do banco que o prende e dos sistemas fiscalizadores que atuam com fraqueza se deixando influenciar pela parte mais forte da relação, colocando o cidadão consumidor em condição sub consumista, já que, esta prática obsoleta somente é desenvolvida aqui no Brasil e assim sendo, não seria admissível sob qualquer pretexto.

E como se não bastasse, os bancos lançaram já a um certo tempo, uma espécie de versão de agência de luxo, onde o consumidor é induzido a acreditar que é rico e por conta disto não entra em filas e supostamente recebe certas regalias, enfim, possui um confortável ambiente para ouvir o canto da sua sereia particular, de maneira vip, cliente esse que é selecionado a dedo, com salário acima de 4 e/ou 5 mil reais por mês, ou que possui investimentos em torno de 50 mil reais, cliente de alto poder aquisitivo, como gosta de ser chamado, que possui ainda, amplas comodidades e privacidade total, onde, por meio de conta luxuosa, nem percebe que é esfolado vivo e sugado até o bagaço e que, quando o seu saldo médio baixar ou acabar, certamente será descartado da mesma forma que o gerente da sua conta rejeita o lixo do seu expediente e somente nesta hora, ele perceberá que não passa de um escravo bancário de luxo, ou, um servo vip, igualmente sugado, ou até mais escravizado que um operário que ganha um salário mínimo apenas.

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